Banda Tontonmi
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TONTONMI
O tontonmi é um tipo exótico de peixe encontrado nas águas e areias límpidas de Okinawa (arquipélago ao sul do Japão), que tem por característica saltitar para fora d’água, simbolizando muita energia e alegria.
 
A Banda TONTONMI, formada por brasileiros descendentes de famílias vindas de Okinawa, tem por objetivo divulgar a cultura e as tradições de suas origens através da música e da dança. Antes da atual formação, voltaremos um pouco na história.
 
Nos anos 80, ainda bem crianças, os irmãos Toma começam a aprender com o próprio pai a arte de tocar sanshin. Mais tarde, são matriculados na escola de música do professor Seicho Oyakawa, na cidade de Mauá, devido à sua especialização em ensinar crianças e adolescentes a cantar e a tocar o puro minyo de  Okinawa. Os irmãos Toma passam, então, a fazer parte do Grupo Jovem de Mauá, composto por aproximadamente 15 alunos. No início desta mesma década, Cris começa a aprender a tocar violão e guitarra com os amigos e a cantar como contralto em coral. No final da mesma década, Nil começa a cantar e a aprender violão clássico, passando depois a tocar guitarra e a cantar com 2 amigos de escola.
 
1990: o Grupo Jovem de Mauá composto por apenas 4 integrantes (Tiemi, Harumi, Kenji e Rodnei - neto do professor Oyakawa), vai até Okinawa participar do I Festival Mundial Uchinanchu, fazendo 2 apresentações que causaram muita admiração e empolgação na platéia. No ano seguinte, Simone Zakabi passa a fazer parte do grupo. Ainda em 1991, os integrantes conhecem o renomado e respeitado produtor musical Sadao China, que estava em uma turnê no Brasil. Nesta mesma época, Cris não se identificando mais com a guitarra, passa definitivamente para o contrabaixo, fazendo com ele seus 1ºs acompanhamentos para músicas tradicionais de Okinawa. Nil e seus amigos conhecem outros 2 músicos: nasce aí a banda Central Paulista, que faz 1 apresentação memorável na quermesse da igreja do bairro. Em 1992, a banda paralisa as apresentações: Nil e o baterista vão trabalhar no Japão.
 
1993: Sadao China retorna ao Brasil para produzir o clipe Hoshino Paranku, tendo como vocalistas: Tiemi, Harumi e Simone. A gravação da música foi feita nos estúdios da BMG Ariola e o clipe teve locações em São Paulo (bairro da Liberdade e Parque do Carmo) e no Rio de Janeiro (Cristo Redentor, Copacabana, Ipanema, Botafogo e Morro da Portela). Para a realização deste trabalho, o grupo é batizado oficialmente por Sadao China com o nome de TONTONMI. Neste mesmo ano, Nil e o baterista retornam ao Brasil e reativam a banda Central Paulista, mas por pouco tempo, pois o baterista tem de ir novamente para o Japão. 3 anos depois, Nil também vai ao Japão e não se afasta da música: reencontra-se com o amigo baterista e monta 1 banda com outros 2 músicos, apresentando-se em bares.
 
1997: “SAUDADE DE UCHINA” – A HISTÓRIA DO 1º CD.
Tudo começa em setembro deste mesmo ano, com uma visita surpresa do professor de língua japonesa Kioshi Uezu à residência dos Toma, levando um artigo do jornal Ryukyu Shimpo, sobre o TONTONMI estar sendo convidado a gravar um CD em Okinawa. Muitos contatos daí para frente foram feitos até que em dezembro, o grupo vai a Okinawa, acompanhado pelos professores Oyakawa e Uezu, para a realização de um grande sonho. Foram 6 dias nos estúdios Fukuhara para a gravação efetiva das músicas, contando com a participação especial de artistas como: Nenes, Alberto Shiroma (da Banda Diamantes), The Fere, dentre outros.
“Há mais ou menos 10 anos, encontrei estas jovens pela 1ª vez no Brasil e fiquei impressionado com o brilho em seus olhos. Fui tocado pela sua postura altiva enquanto tocavam e cantavam uma música tradicional de Okinawa. Naquele momento, senti um forte desejo em dar-lhes uma oportunidade. Eu queria possibilitar a muitos outros jovens filhos e netos de japoneses um maior desenvolvimento de seus conhecimentos e sentimentos relacionados a Okinawa. Pensei em como seria bom se essa música de Okinawa pudesse, através dessas jovens, se espalhar pelo Brasil e ser conhecida. Foram elas que me fizeram sentir essa necessidade, ou melhor, permitiram-me sentir essa necessidade. Esse foi o meu sentimento. E agora, como um passo para a concretização disso, pudemos entrar na produção do CD e tenho certeza de que elas corresponderão plenamente às expectativas.” (Entrevista com Sadao China). Além das sessões de gravação, o grupo concede entrevistas, faz várias apresentações na TV local e em clubes. Numa das entrevistas, Tiemi como líder do grupo, declara que o sonho agora é formar uma banda.
 
1998: O GRUPO TONTONMI COMEÇA A SE TORNAR BANDA!
Na volta para o Brasil, os irmãos Toma e Simone estão empolgados com o resultado da viagem. Para Kenji, especificamente, a viagem serviu para aperfeiçoar ainda mais a sua técnica em tocar sanshin, que já era bem avançada. E é neste cenário que surgem os convites para que Cris e Xande passem a fazer parte do grupo, auxiliando na construção da banda. Coincidentemente, Cris havia começado a retomar seu contato e interesse pela cultura okinawana no início de 1997, através de um vídeo sobre o Ryukyu Festival organizado por Sadao China. Enquanto isso, Xande, já estudava taiko e se apresentava com o grupo Ryukyu Koku Matsuri Taiko.
 
Em 1999, Simone se desliga da banda mas continua envolvida nos trabalhos voltados à comunidade okinawana. Após 2 anos do seu retorno ao Brasil, Nil começa a estudar radialismo e a cantar em lojas como promotor de videokê e também em um restaurante japonês. Neste mesmo ano cria a dupla sertaneja Akira e Toshi (Nil), onde faz a 2ª voz.
 
2000 e 2001: As atividades da banda se intensificam neste período com inúmeras apresentações em casamentos, aniversários, eventos culturais, tanto em São Paulo como em outros Estados. Com ao aumento dos compromissos e buscando diversificar estas apresentações, Mayumi passa a integrar a banda em 2001, aplicando seus conhecimentos de odori nos shows, além de cantar e tocar sanshin e percursão.
 
2002: INÍCIO DA PREPARAÇÃO DO 2º CD
O TONTONMI, agora Banda TONTONMI, decide gravar seu 2º CD. Desta vez, um álbum totalmente produzido, dirigido e elaborado por seus integrantes que teriam de decidir, administrar e financiar sozinhos todos os assuntos, bem diferente do 1º CD que recebeu todo o apoio e estrutura administrativa e artística do produtor Sadao China. Ainda assim, numa parceria com o jornal da comunidade okinawana “Utina Press”, a banda criou uma promoção onde os leitores poderiam escolher uma das faixas componentes do novo CD. Durante a avaliação dos estúdios de gravação, a banda conhece o Nil que já era produtor musical e proprietário de um estúdio que acabou sendo o escolhido para a gravação da parte instrumental das músicas. Ao mesmo tempo, banda começa a contatar diretamente as gravadoras no Japão para obter os direitos autorais e ainda tem de conciliar a agenda das gravações com as apresentações que continuam a todo vapor durante os finais de semana!
 
2005: LANÇAMENTO DO CD TONTONMI
Após 3 anos de muito trabalho e dedicação, a banda lança finalmente em agosto, o seu mais novo trabalho, numa cerimônia de muita emoção e alegria, realizada no Salão Nobre da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo), contando com a presença de familiares, amigos, representantes de associações e da imprensa. Nem é preciso dizer que ao longo do ano todo, a banda continuou se apresentando em eventos particulares e abertos ao público, como o I Japan Experience.
 
2006: TONTONMI NA GLOBO E EM OKINAWA
Em maio, para promover os eventos da II Virada Cultural de São Paulo, o TONTONMI como principal atração do Bunka Matsuri, concede 1 entrevista à Rede Globo, que vai ao ar nos principais jornais da emissora: 2 edições do SPTV, Jornal Hoje e Jornal Nacional.
Neste mesmo ano, a banda inicia os preparativos da grande viagem até Okinawa para representar o Brasil no IV Festival Mundial Uchinanchu. A presença do TONTONMI ao longo de todo o festival sempre é marcante: no evento “Aprendizado Sobre a Paz”, após plantar 1 árvore, a banda concede entrevistas para 1 jornal e para a televisão; no desfile de abertura, tocando samba à frente da delegação brasileira, empolga europeus, americanos e os próprios okinawanos, sendo até capa do jornal Okinawa Times; sem mencionar as 2 apresentações durante o Champuru Festival, que levam o público todo a dançar não só kachashi como também samba no arranjo do músico e amigo Igor Higa, preparado especialmente para a canção Asadoya Yunta. A viagem é muito especial para todos os integrantes, tanto para os irmãos Toma que apesar de terem estado em Okinawa por 2 vezes, se sentem como se estivessem lá pela 1ª vez e para Cris, Xande e Mayumi que podem pela 1ª vez conhecer, respirar e pisar na terra natal de seus antepassados.
De fato, 2006 é o ano das viagens do TONTONMI: Okinawa, Campo Grande, Curitiba, ...
 
2007: INOVAÇÕES E NOVA FORMAÇÃO
A busca constante de aperfeiçoamento e de inovação, mas sem se afastar das raízes, é 1 das marcas registradas do TONTONMI. Assim, no início deste ano, após ter substituído o Xande que estava numa viagem inadiável pela Europa, Nil passa a fazer parte da banda, para dar 1 brilho especial aos vocais e à performance de palco. Em agosto, devido à impossibilidade de conciliar os compromissos cada vez mais crescentes do odori com os da banda, Mayumi que se tornou professora de odori diplomada em Okinawa, toma a difícil decisão de deixar a banda após 6 anos de valiosa contribuição ao TONTONMI.
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